sábado, 2 de outubro de 2010

Ploc, ploc, ploc

Ploc, ploc, ploc, faziam as barulhentas sandálias coloridas da sra.Ballison. Ela foi até a cozinha pequena e abafada.

Ploc, ploc, ploc, fazia a água caindo da torneira mal-fechada. Fechou a torneira e fez sua xícara de café fumegante e bem forte.

Ploc, ploc, ploc, ela voltava para o seu quarto aconchegante e bem-mobiliado. Tomou seu café. Ploc, ploc, ploc, fazia a janela antiga e rangedora, meio-aberta.

Ploc, ploc, ploc, foi até lá e fechou a janela. Ploc, ploc, ploc, voltou e se sentou. Ligou a TV. Passava um jogo de tênis.

Ploc, ploc, ploc, a bola para lá e para cá. Ploc, ela ouviu a porta da frente fechando. Ploc, ploc, ploc, ouviu passos pesados pelo corredor.

Ploc, a porta se abriu. Um estranho. Apontou-lhe uma arma. Disparou três vezes. Ploc, ploc, ploc, fizeram as cápsulas no carpete velho.

Ploc, ploc, ploc, foi embora com tudo de valioso. Ploc, ploc, ploc...

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